Ontem, 26 de abril de 2025, às 9h da manhã, a Medicina pernambucana postou-se aos pés do Memorial da Medicina de Pernambuco em prol da recuperação daquela Casa que representa toda a história do ensino médico em nosso Estado.
Mais ainda, representa não apenas representa a história do ensino médico mas a história toda da medicina e cultura médica pernambucanas.
Há um ano o prédio está interditado em decorrência de desabamentos do teto na sua área posterior porém com imperiosa necessidade de restauração e manutenção de suas instalações como um todo.
Trata-se de edificação secular (contará 100 anos em 21 de abril de 2027), tombada Patrimônio Histórico do Estado de Pernambuco desde o ano de 1986 e precisa de cuidados refinadíssimos para manter funcionais suas acomodações físicas.
Ali se iniciou o ensino médico em Pernambuco graças ao sonho e execução prática do Dr. Octávio Freitas quando criou naquele prédio a Faculdade de Medicina do Recife.
O ensino médico no estado de Pernambuco deriva dali. Todos os docentes de medicina nas diversas faculdades/universidades pernambucanas tiveram seus professores ou os professores dos seus professores oriundos da Faculdade de Medicina do Recife.
É a Casa-Mãe, a Domus Mater, o Templo da a medicina no Estado de Pernambuco.
Não podemos deixa-la perecer!
Seria deixar perecer o que mais elevado temos de reverência pela história e cultura médicas e por todo aqueles que incluíram o Estado de Pernambuco como um dos entes federativos com condições de formar médicos.
Coordenado pela Academia Pernambucana de Medicina, o evento de ontem reuniu todas as instituições localizadas no Memorial: a Academia Pernambucana de Medicina, o Instituto Pernambucano de História da Medicina, o Museu da Medicina de Pernambuco, a Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional Pernambuco, o Instituto de Pesquisas e Estudos da Terceira Idade, a Associação dos Ex-Alunos da Faculdade de Medicina do Recife e a Academia de Artes e Letras de Pernambuco.
Igualmente fizeram-se presentes o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco, o Sindicato dos Médicos de Pernambuco, a Associação Médica de Pernambuco, a Universidade Federal de Pernambuco e a Câmara de Vereadores da Cidade do Recife.
De maneira tão simbólica e emocionante, tivemos a presença de duas crianças (filhos do Dr. Luiz Alberto Mattos – Coordenador do Curso Médico da Universidade Federal de Pernambuco) como representantes da futura geração de cidadãos pernambucanos (quem sabe, futuros médicos!); também de um estudante de medicina que representou aqueles que estão em formação no momento, tornado-se em futuro próximo médicos em nosso Estado; houve um número significativo de médicos já em atividades; repetimos, representantes das nossas maiores entidades representativas da medicina em Pernambuco e a presença de um médico – Dr. João Ramos – formado em 1958 no prédio do Memorial apresentando o comovedor depoimento de médico formado naquele prédio.
Especificamente para a Academia Pernambucana de Medicina tivemos ainda a honra de uma representante do nosso fundador, Prof. Fernando Figueira: sua neta Cecília Figueira o representou in memorian, trazendo-nos palavras de apoio e incentivo.
Todos os médicos pernambucanos, toda a sociedade pernambucana, esperamos a mais célere recuperação e devolução do prédio aos seus princípios primeiros de Templo da Medicina de Pernambuco.
Salve o Memorial da Medicina de Pernambuco!